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| A foto é antiga, mas vale pra ilustrar o texto |
Hoje é meu último dia de férias do trabalho. Amanhã estarei
de volta à rotina diária, que me consome muito durante todo ano. São horas na
rádio e na TV diariamente, uma coluna pra escrever, e isso demanda tempo de
apuração também, e os jogos que não param nunca. Essa é a pancadaria do
trabalho que, repito, reinicia amanhã.
O que já recomeçou foi a pancadaria dos treinos.
Ontem pude sentir um pouco do que me aguarda neste ano de
desafios. Foram 12 tiros de 400 metros num intervalado bem cansativo de final
de tarde na beira-mar. Fazia tempo que não sabia o que era isso. Semana que vem
essa série vai ter mais seis de 400, totalizando 18 intermináveis tiros. Mas é
bom! É muito bom! Te fazer sentir ativo, vivo e capaz. Em resumo isso é treinar
e treinar nunca é fácil. Ninguém corre 10, 15, 21 km se não se dedicar com
muito esforço nos treinos.
Já tive muito medo dos treinos de tiros, depois me adaptei a
eles e mudei meu jeito de encarar o treino intervalado. Ontem, na tenda da
equipe, uma menina, me disse que detestava fazer. Disse a ela qual era o meu
segredo pra esses intervalados: não pensar no todo e sim no próximo tiro. É
assim que eu tento fazer. Sempre mais um. O próximo é o que vale. E assim os
tiros vão passando um a um.
Acho até que em determinado momento dessa trajetória de
treinos e corridas passei a gostar mais dos intervalados do que dos longos de
final de semana. Sei lá, o importante é executá-los, ficar em forma e pronto
para encarar os desafios.
Mas eu fiquei bem cansado. Quando terminei os tiros voltei
pra tenda da equipe, a Newpace, e disse ao treinador, Rodrigo Baltazar, que eu
iria deixar passar o trote final de 10 minutos. Ele me devolveu um “ah é? Já
fosse melhorzinho, hein!” – foi o suficiente pra que eu partisse para os tais
10 minutos finais de trote.
E é assim. Cada dia um desafio, ou melhor, cada dia vários
desafios, alguns no trabalho e alguns na pista de corrida. E tudo vale muito a
pena.
Depois eu conto pra vocês como vai ficar minha agenda diária
de treinos. Costumo dizer que treino no vácuo dos intervalos de trabalho que
tenho. Mas isso vale um outro post.
O que posso dizer é que amanhã, ou eu acordo muito cedo pra treinar - às 5:30h - ou eu não vou conseguir treinar o que tenho na planilha. Isso porque viajo para Criciúma já no primeiro dia de volta ao trabalho.
abraços


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