quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

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Na largada e na chegada

Conheci a Aline, minha esposa, dentro da academia. Ainda entre o final de 2007 e o início de 2008. Eu estava machucado – tinha um princípio de fratura na canela esquerda – e não podia correr. Me “internei” na academia em aulas de bike do professor e colega Osni Frech Jr., que, curiosamente, hoje me dá aulas de bike novamente.

Corrida Pedra Branca, ano passado
Fazia aulas três vezes por semana e ela também. Aline estava começando a se envolver mais com o esporte para perder peso e ganhar qualidade de vida. Nessa convivência diária ficamos amigos e comecei a arrastá-la para a corrida também.

Dai para um relacionamento mais sério não demorou muito e posso garantir que a corrida fez esse envolvimento bem mais fácil e sólido. Aline diz que se inspirou em mim e nos textos que eu escrevia sobre corrida. Eu posso dizer que muitas vezes ela é meu combustível, meu incentivo para correr.
De lá pra cá, casamos, temos filhos – Rodrigo e Julia, que, se tivermos sorte, um dia seguirão nossos passos – e seguimos unidos pela corrida. Estamos sempre planejando corridas juntos, apesar de não conseguirmos mais treinar juntos. Fazemos revezamento de filhos e treinos. Nas corridas a gente conta com o auxílio dos pais dela, os avós queridos da Julia e do Rodrigo.

Essa foto foi tirada na virada do ano de 2008 pra 2009, na orla em Salvador-BA
Já fizemos algumas provas juntos, principalmente a São Silvestre, que ajudou a nos unir. Aliás, a maior lembrança que tenho dela é justamente nessa prova e em uma edição que ela não correu, mas foi como se estivesse comigo. Foi em 2008, quando corri a São Silvestre pela primeira vez. Ela comprou minhas passagens sem me avisar e depois praticamente me ordenou que fosse. Depois da prova, que foi especial porque fiz muito bem e por ser a primeira, fui ao encontro dela no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e seguimos para Salvador, onde passamos a virada do ano.
Essa foto registra nossa semana em Salvador, no início de 2009

A última corrida que fizemos juntos foi a Night Run Costão do Santinho, no sábado passado. E quase todo dia ela me vem com uma história que tem uma provinha aqui e outra ali que a gente poderia fazer – sempre sonhando e planejando novas viagens. Neste mês já falou em fazer uma prova no Peru e depois veio com outra história do México. No final, fazemos a maioria das provinhas aqui em Floripa mesmo.


Prova do sábado passado, Night Run Costão do Santinho
Mas o que vale é estarmos juntos, seja em casa cuidando dos filhos, seja nos treinos divididos e revezados, ou nas provinhas aqui ou ali. Aline é minha equipe, minha equipe completa, na largada e na chegada.

Pra ela, um beijo - te amo, meu amor

Pra vocês, o de sempre
Um abraço



terça-feira, 28 de janeiro de 2014

0

Começou a pancadaria

A foto é antiga, mas vale pra ilustrar o texto
Hoje é meu último dia de férias do trabalho. Amanhã estarei de volta à rotina diária, que me consome muito durante todo ano. São horas na rádio e na TV diariamente, uma coluna pra escrever, e isso demanda tempo de apuração também, e os jogos que não param nunca. Essa é a pancadaria do trabalho que, repito, reinicia amanhã.

O que já recomeçou foi a pancadaria dos treinos.

Ontem pude sentir um pouco do que me aguarda neste ano de desafios. Foram 12 tiros de 400 metros num intervalado bem cansativo de final de tarde na beira-mar. Fazia tempo que não sabia o que era isso. Semana que vem essa série vai ter mais seis de 400, totalizando 18 intermináveis tiros. Mas é bom! É muito bom! Te fazer sentir ativo, vivo e capaz. Em resumo isso é treinar e treinar nunca é fácil. Ninguém corre 10, 15, 21 km se não se dedicar com muito esforço nos treinos.

Já tive muito medo dos treinos de tiros, depois me adaptei a eles e mudei meu jeito de encarar o treino intervalado. Ontem, na tenda da equipe, uma menina, me disse que detestava fazer. Disse a ela qual era o meu segredo pra esses intervalados: não pensar no todo e sim no próximo tiro. É assim que eu tento fazer. Sempre mais um. O próximo é o que vale. E assim os tiros vão passando um a um.

Acho até que em determinado momento dessa trajetória de treinos e corridas passei a gostar mais dos intervalados do que dos longos de final de semana. Sei lá, o importante é executá-los, ficar em forma e pronto para encarar os desafios.

Mas eu fiquei bem cansado. Quando terminei os tiros voltei pra tenda da equipe, a Newpace, e disse ao treinador, Rodrigo Baltazar, que eu iria deixar passar o trote final de 10 minutos. Ele me devolveu um “ah é? Já fosse melhorzinho, hein!” – foi o suficiente pra que eu partisse para os tais 10 minutos finais de trote.

E é assim. Cada dia um desafio, ou melhor, cada dia vários desafios, alguns no trabalho e alguns na pista de corrida. E tudo vale muito a pena.

Depois eu conto pra vocês como vai ficar minha agenda diária de treinos. Costumo dizer que treino no vácuo dos intervalos de trabalho que tenho. Mas isso vale um outro post.


O que posso dizer é que amanhã, ou eu acordo muito cedo pra treinar - às 5:30h - ou eu não vou conseguir treinar o que tenho na planilha. Isso porque viajo para Criciúma já no primeiro dia de volta ao trabalho.

abraços



domingo, 26 de janeiro de 2014

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Prova boa; dia ruim


A Night Run Costão do Santinho é uma grande sacada, é uma prova muito desafiadora. Mas todo promotor de evento ao ar livre tem que contar com um pouco de sorte também.

Florianópolis teve uma semana quente, ensolarada e bastante estável. Só que o sábado foi exatamente o contrário disso tudo, deixando as condições para a prova da noite muito ruins. Chuva constante, vento forte, maré alta... tudo prejudicou muito a realização da prova, que em determinados pontos ficou até perigosa.

Tudo é muito interessante: a ideia da prova, relacionando o verão e o ambiente de praia com o esporte ao ar livre, o local da corrida e até o percurso. Tudo é muito atrativo. Foi uma pena que as condições estivessem totalmente desfavoráveis.

A minha participação ainda teve um outro problema: o trânsito. A largada estava marcada para as 21hs. Às 20h eu cheguei ao Ilha Shopping, no trevo de saída da SC 401 e entrada para os Ingleses. Em condições normais, levaria uns 20, no máximo 30 minutos mais para chegar até o Santinho. Mas ali no Ilha Shopping o trânsito estava totalmente parado.

Resultado: cheguei atrasado para a largada. Quando ainda estava procurando estacionamento já via os corredores largando na praia. Fiquei em dúvida sobre correr ainda ou não. Mas minha esposa, Aline, não me deixou desistir e fomos, mesmo atrasados pela praia.

Já nos primeiros metros percebemos as condições totalmente desfavoráveis. Decidimos fazer juntos apenas uma volta no circuito de 5kms. Além do atrasado, das condições, ainda tinha a preocupação com o meu tendão, que passou a semana em tratamento. Sem muito discussão fechamos na ideia de correr apenas 5 dos 10kms para os quais estávamos inscritos.

Nos primeiros dois kms era uma confusão de corredores indo e vindo. Justamente aí fica um toque para os organizadores – que separem bem visivelmente os percursos na praia, entre os que estão vindo e os que estão indo, pra que não haja essa confusão toda. Na praia mesmo não adiantava tentar fugir do mar, porque a maré estava um pouco mais alta que o normal e invadia boa parte da faixa de areia. E aí estava o perigo da prova, com buracos escondidos na areia.

Tênis molhado e a milanesa foi o resultado já do primeiro km. Seguimos num trotinho e em ritmo de treino. Pouco antes dos 2kms, o percurso empurrava os corredores para um trecho de dunas. Essa parte estava bem legal de correr, apesar da areia mais fofa ainda. Era um trecho de cerca de 1,5km em voltas e mais voltas, subidinhas e com o pessoal da organização bem presente. Tudo muito bem demarcado com luzes. Depois disso era voltar pela praia para completar os 5kms da primeira volta, que pra mim e pra Aline seria a única.

No final das contas foi bom. Clima de prova sempre é bom. A pena foi a condição desfavorável  e o trânsito.

Se pudesse sugerir algo à organização, seria essa separação do vai e vem na praia, e talvez trazer a prova pra um pouco mais cedo. Quem sabe fazer a largada com o sol descendo para aproveitar um pouco da luz do dia, o que não descaracterizaria o mote “Night Run” da corrida.


Um abraço



sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

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Um tendão com personalidade forte

Escrevi aqui que meu tendão tinha berrado na corridinha de praia em Fortaleza. Pois ele realmente voltou a me incomodar. Tenho um problema crônico no tendão do calcanhar de aquiles do pé direito.

Já fiz bastante coisa ali, com longos tratamentos e algumas terapias e fisioterapias. Ele me parou bem na época em que a Julia estava para nascer. Foram 60 sessões de fisioterapia na época.
Essa foto registra uma das sessões de fisioterapia em 2012

Meu tendão nunca mais foi o mesmo desde uma outra lesão que tive: um estiramento de 3cm na panturrilha direita no início de 2011. E a lesão na panturrilha veio por causa de uma fascite plantar. Fascite que surgiu por causa de treinos em piso duro e com tênis surrado.

Escrevi assim, com os fatos em cadeia, pra que você entenda que algo pequeno pode te incomodar muito e por muito tempo. Essa cadeia é uma tese minha. Não me foi dita por nenhum médico ou especialista, portanto pode conter erros de avaliação. Mas uma coisa é certa: está tudo interligado – não tenha dúvidas disso.

Mas voltando ao meu tendão, ele está nesse exato momento enrolado numa bolsa de gelo. E preferi esperar essa semana. Talvez tenha cuidado menos dele nos últimos treinos e ele, que tem uma personalidade forte, se impôs mais uma vez.

Mas falando sério, tudo aquilo que escrevi é verdade e pode ter me levado a esta lesão crônica no tendão. Só que há um outro fator que é também complicador: estou acima do peso. Tenho que perder ainda uns 4-5 kgs para correr mais leve. Tendãozinho querido vai agradecer.

As lesões ainda vão merecer alguns textos especiais aqui no blog. Como vocês podem notar, tenho algumas histórias pra contar sobre elas. O que importa é que o prazer de correr seja sempre maior. Se ele não for, algo está errado.

Como disse, essa semana, preferi esperar um pouco. Dar um tempo ao tendão e curtir os últimos dias de férias do trabalho sem peso nenhum na consciência.

Abraços



quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

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Dois Toques

O primeiro é o livro novo do meu amigo jornalista e corredor, Sérgio Xavier, editor da Runners do Brasil. O livro “Correria” traz textos do blog que ele assina e que tem o mesmo nome. Uma leitura fácil, divertida, cultural e rápida. Quem corre e já viveu alguma coisa nas corridas vai se identificar e gostar. Quem está começando vai gostar também. Li inteiro na viagem de volta, entre Fortaleza e Florianópolis.


Capa do livro, lançado em Outubro/2013
O outro toque é da corrida deste final de semana no Costão do Santinho. Vai ser sábado, dia 25. A primeira do ano pra mim e pra muita gente. Na verdade nem vou usá-la como desafio. Vai servir de treino mesmo – encaixada na planilha. Vou de 10kms e a Aline também vai. O site pra quem quiser ter informações é www.nightruncostaodosantinho.com

abraços



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Fortaleza, meu tendão e o vento

Voltei neste terça do período no Ceará, nos arredores de Fortaleza. Minhas tentativas de corrida foram duas – uma na praia Lagoinha e outra entre Meireles e Iracema.

A principal característica local, pelo que pude perceber nestes dias, é o vento. Venta muito e sempre no Ceará. É um vento muito bom e agradável para quem está curtindo as férias, mas pode ser incômodo e até traiçoeiro para quem quer correr. E diferente de Florianópolis, onde o vento tem local e horário, em Fortaleza não há como escapar. Está sempre ali aquele vento.

Mas tudo bem, quem quer correr, corre. Foi o que fiz. Na primeira tentativa estava na praia e despretensiosamente fui tentar um trote descalço na água mesmo. Não durou nem 10 minutos minha tentativa. Primeiro porque quando se corre descalço, se corre muito na ponta do pé, sobrecarregando tendão do calcanhar de aquiles e panturrilha. Então meu tendão direito, que já é um amigo constante nas corridas, berrou. Quando ele berra, berra feio e de forma impositiva – é como se dissesse: PARE!!! Parei mesmo.

Mas havia um outro motivo. Quando escrevi ali em cima “despretensiosamente” é porque simplesmente sai pra correr, sem pensar em planilha e no que tinha que fazer. Corri pra ver qual era a sensação do local. Então fica aquela voz na cabeça dizendo pra não abusar da sorte. Juntou uma coisa com a outra e não teve mais corrida na praia.

A segunda tentativa era mesmo formal e considero até bem sucedida. Foi ontem mesmo. No calçadão entre Meireles e Iracema, seguindo em parte os conselhos do meu amigo Rafael Pina. Em parte porque ele me disse pra correr ali, mas me disse pra ir cedo. Eu fui ali, mas fui tarde. Sai pra correr às 10 da manhã, com 31 graus no termômetro local. Tenho a mania de pensar sempre no mais duro e difícil, então, se era pra correr no Ceará, que fosse na pior condição. Fiz 40 minutos de trote leve, mais 5 de caminhada e considerei o treino realizado.

A corrida foi bem agradável. E aí entra uma contradição. O que deixou a corrida agradável foi justamente e surpreendentemente o vento. Ele tornou ameno o calorão que eu estava enfrentando. Só senti mesmo o calorão e o pesar do trotinho no sol depois que parei. Durante o trote o vento me ajudou, na ida e na volta, deixando um ambiente agradável pra corrida, fosse ele contra ou a favor. Só fui me sentir num forninho quando parei, na caminhada até o hotel. 

Outra sensação foi algo que não experimentava há algum tempo. Correr no desconhecido, olhando a paisagem e entrando em lugares que não estavam programados. Aquele sentimento meio Forrest Gump que todos nós corredores temos. Isso foi muito bom. Tem um trapiche lá em Iracema que vai 600 metros mar adentro. O vento fica ainda mais forte,
mas se eu morasse em Fortaleza faria muitos treinos de tiro ali mesmo.


Não, não houve corridinha nas Falésias. A foto é só pra ilustrar o passeio. Eu e minha filha Julia no colo.
Correr em outras cidades é um experiência sempre renovadora. Aliás é um dos objetivos dessa história mesmo. Viajar e correr em outros lugares é um barato. Experimente! 

abraços



domingo, 19 de janeiro de 2014

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Duas meias; uma inteira

Os desafios estão definidos e, por enquanto, são caseiros.

Florianópolis tem duas meias, que agora têm excelente padrão. Uma em Março, organizada pela Latin, e outra em Junho, organizada pela Vetor, da O2. 

Resolvi, em comum acordo com minha esposa Aline e com meu treinador, Rodrigo Baltazar, que farei as duas provas neste primeiro semestre do ano.

Já particpei das duas, mas nas provinhas de 10 kms. Nunca fiz uma mei oficial, como já relatei aqui.

O segundo semestre vai ser pra uma maratona. Não tinha em mente voltar a esta distância, mas vou voltar por uma única razão: a Aline. Como todo corredor, ela tem o sonho de completar uma maratona. Então, por ela, eu vou tentar minha terceira.

Acho que está bom de objetivos pro ano. O que vocês acham? 2015 já tem uma ambição, mas essa eu só conto depois.

Abraços



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

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Fora de casa, mas disciplinado

Estou em Fortaleza, curtindo um pedacinho das minhas ferias. Por isso não escrevi ontem, que foi um dia consumido pela viagem, com quase três horas perdidas na conexão no Rio de Janeiro.

Mas isso me fez pensar em escrever algo sobre o desafio de se manter disciplinado nos treinos, mesmo fora do seu ambiente natural de corridas e em férias.

Sempre que viajo é complicado, mas na medida do possível tento manter os treinos - seja na esteira de algum hotel, seja pelas ruas desconhecidas de alguma cidade por aí.

Lembro de treinos realizados em Chapecó, naquele sobe e desce interminável das ruas da cidade, de treinos em São Paulo, ma esteira do hotel numa passagem rápida pela capital paulista, em Salvador, na orla muito quente e movimentada, e no Chile, mesmo com aquele ar seco de Santiago. 

Aqui em Fortaleza ainda não sai pra treinar, mas amanhã tem planilha e 55 minutos leves pra fazer. Estou em dúvida ainda. Tenho três opções. Ou procuro uma academia para um treino na esteira, ou corro na beira-mar, mas percebi que as pessoas correm meio misturadas com os carros na praia em que estamos, ou corro na praia mesmo. Amanhã decido.

O importante é manter o foco e a disciplina, afinal o ano começou redondinho e nada pode quebrar isso, nem mesmo uma viagem ou as férias.

Abraços e bons treinos



quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

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Novo sonho de consumo

Sinto comunicar, mas meu velho e querido companheiro de corridas, meu Garmin forerunner 405, está com seus dias contados. A prova disso foi o que aconteceu na última São Silvestre. Com uma hora de prova ele simplesmente apagou. A bateria dele está viciada e ele não resiste mais que isso.

Talvez ele que esteja me dando um ultimato. Do tipo: ou você faz essas provas mais rapidamente ou não vai dar mais pra estender essa parceria.

Mas é impossível ter um relógio que não resista a mais de uma hora de treino. Então eu resolvi dar o ultimato a ele. Decretei que já tenho um novo sonho de consumo. E vou trocar de marca.

Já tive três relógios da Garmin – dois forerunner 305 e o atual 405 – só que agora estou de olho em um relógio Suunto. Quando fui a São Paulo conheci o Suunto Ambit 2 – esse aí bonitão da foto. Desde aquele dia venho pesquisando pra achar o melhor preço e a melhor forma de compra-lo. É um relógio que parece ser mais resistente que os Garmins.

Quem sabe, em
breve estarei com um deste no pulso e me acompanhando nas provinhas.

Aliás, se alguém tiver referências dele, pode deixar nos comentários, que eu tô precisando. Afinal, é um relógio bem carinho. 



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

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Objetivos e Metas

É sempre importante definir objetivos e traçar metas. Ter o objetivo de correr uma prova específica ou mesmo uma distância específica pode clarear seus treinamentos diários. Muitas pessoas entram nas corridas porque querem completar uma maratona. É muito comum que muitos não saibam a distância de uma, mas sabem que é um desafio enorme e de superação.

Escrevo isso, mas desde 2009 - por causa de uma maldita maratona mal feita - não tenho um objetivo específico, muito menos uma meta traçada. Sigo treinando sem um foco maior, a não ser o de estar treinando sempre. Mas neste momento de algumas retomadas estou pensando em retomar também os objetivos.

O que me vem à cabeça neste momento é correr uma meia-maratona, prova que nunca corri, por incrível que possa parecer. Com sete anos de corridas nas pernas, nunca corri uma meia-maratona oficial, apesar de já ter feito a distância inúmeras vezes em treinos, principalmente quando estava treinando para correr maratonas.

Estou amadurecendo a ideia de correr a Meia que é realizada em Março, aqui em Florianópolis. Não é algo definido ainda. Ainda mais quando se tem uma menininha foguete de 1 ano e meio em casa. Mas provavelmente a Meia de Março vá ser mesmo meu primeiro grande desafio de 2014.


Sobre as metas? Essas eu deixo pra quem está com ritmo de treinos e provas. Estes podem dizer que querem correr pra determinado pace e com tempo pré-estabelecido pra alcançar. Por enquanto estou assim ainda: apenas imaginando um primeiro objetivo. Dependendo dos treinos e da evolução vou passando para outras etapas.
Chegada na Maratona de 2009



segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

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A São Silvestre e a sauna

Todos os anos desde 2008 – com exceção de 2012 por causa do nascimento da Julia – meu último dia do ano tem agenda pronta. Preciso estar na Avenida Paulista para correr a São Silvestre. É uma questão bem mais sentimental do que esportiva.

Pra mim, Correr a São Silvestre é como um compromisso comigo mesmo como atleta. Significa que estou renovando meus votos esportivos. Significa terminar um ano correndo e começar o próximo ano correndo também. Além disso, tem a Aline também, que desde 2008 me incentivava participar dessa prova. Na minha primeira São Silvestre ganhei a passagem de presente dela. E desde 2009 ela vai pra lá comigo e tem o mesmo sentimento em relação à prova. A São Silvestre ajudou a fortalecer nossa relação.

Mas chega de explicações. É hora de contar pra vocês que, em termos de rendimento, essa foi minha pior São Silvestre da história. E não foi só por falta de treino – confesso que não tive um ano regular, mas terminei o ano treinando forte e correndo bem melhor. Minha última corrida antes da São Silvestre havia sido a Night Run, no dia 14 Dezembro. Fiz os 10 kms daquela prova em 48:30, então já estava voltando a correr abaixo de 5 minutos por km, que neste momento é meu alvo de rendimento.

O problema da São Silvestre foi a véspera. No final da tarde do dia 30, no hotel, entrei na roubada de fazer sauna. Devo ter ficado uns 30 minutos na sauna a seco e derreti um monte entre entradas e saídas para tomar ducha fria. Na hora nem me toquei da bobagem que estava fazendo. Mas durante a prova lembrei muito bem.

Já no km 5 da São Silvestre minhas coxas, que nunca reclamam de nada, começaram a reclamar. Estava fraco de perna. Estava, na realidade, desidratado por causa da sauna que havia feito umas 15 horas antes. E isso me fez mudar toda a prova.

Percebi a “cagada” na hora e mudei totalmente minha prova. Tenho uma experiência bem traumática de desidratação com reflexo de câimbras na Maratona de Florianópolis, em Abril de 2009, quando corri por 14 km com câimbras por causa da desidratação, então sabia o que fazer. E não tinha jeito mesmo. O negócio era tentar se divertir.

Então passei a valorizar todos os postos de água. Parava e tomava a garrafinha inteira. Geralmente, nas corridas, não faço isso. Geralmente eu passo correndo, pego o copo d’água, tomo um gole ou dois e sigo adiante. Na São Silvestre, desta vez, eu passei a tomar muita água. E andei e corri por alguns kms. A ideia era não deixar chegar nenhuma câimbra, pois se isso acontecesse, nem mesmo a curtição da prova eu teria – e daí nada valeria a pena.

Consegui ir administrando para chegar mais forte no final. Quando começou a Brigadeiro eu coloquei na cabeça que não podia mais administrar a situação e iria correr. Afinal, pra mim, a São Silvestre começa na Brigadeiro. E assim fiz. Subi bem a Brigadeiro, apesar de tudo. E terminei a prova ainda feliz por estar ali e por tudo que representava pra mim. Cruzei a linha de chegada com 1h33minutos – distante dos meu melhores 1h13minutos de 2008 – mas tranquilo em relação a isso.

Corridas são assim. Há sempre algo a aprender e as experiências vão se acumulando e ajudando com o tempo. Essa foi mais uma. Serviu de experiência para uma próxima e tudo que já corri serviu também pra que eu soubesse o que fazer durante a prova.

Um abraço 



domingo, 12 de janeiro de 2014

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Motivação e inspiração

2014 começou com bons treinos na rua e na academia, mas o que me fez voltar à escrita foi uma conversa que tive ainda em 2013, no último dia do ano, dia 31 de Dezembro. No aeroporto de Congonhas, em São Paulo, esperando o voo de volta depois da São Silvestre, encontrei um corredor que sempre encontro todos os anos justamente no voo de volta da São Silvestre.

Maurício José Bertuzzi é um corredor que admiro. Experiente de muitas e muitas corridas e desafios, ele veio conversar comigo e, entre outras coisas, disse que sentia falta dos meus textos sobre corrida. Fiquei espantado, pois eu me considero um juvenil em corridas perto do que Maurício representa pra mim e pra muita gente que corre. Como meus textos poderiam ter minimamente agradado a ele? Não fiz essa pergunta, mas ele me disse que gostava de ler meus relatos sobre treinos e corridas. A conversa com Maurício me fez despertar novamente a vontade de escrever estes relatos.

Larguei o blog antigo por pura falta de motivação de escrever sobre o tema, que veio junto com uma fase conturbada de treinos e lesões e trocas de treinadores e metodologias. Nunca parei de treinar, apesar de nunca mais ter tido o mesmo ritmo desde 2011, quando treinava orientado pelo meu irmão Henrique Cabral Faraco, que me fez ficar forte e rápido. Mas aí veio a gravidez da Julia e tudo mudou por um bom período...

Nos últimos tempos tenho ouvido minha amada esposa Aline, também corredora, dizer que deveria me dedicar mais ao textos de corridas. Ela insiste em dizer que eu deveria escrever mais sobre treinos e sobre provas, fazendo avaliações próprias e pessoais das experiências vividas nesse esporte.

Bom, aqui estou, cheio de idéias na cabeça e imaginando fazer algo muito legal neste espaço. O convite está feito.Participem também! mandem sugestões e até textos.

Um abraço