quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

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Fortaleza, meu tendão e o vento

Voltei neste terça do período no Ceará, nos arredores de Fortaleza. Minhas tentativas de corrida foram duas – uma na praia Lagoinha e outra entre Meireles e Iracema.

A principal característica local, pelo que pude perceber nestes dias, é o vento. Venta muito e sempre no Ceará. É um vento muito bom e agradável para quem está curtindo as férias, mas pode ser incômodo e até traiçoeiro para quem quer correr. E diferente de Florianópolis, onde o vento tem local e horário, em Fortaleza não há como escapar. Está sempre ali aquele vento.

Mas tudo bem, quem quer correr, corre. Foi o que fiz. Na primeira tentativa estava na praia e despretensiosamente fui tentar um trote descalço na água mesmo. Não durou nem 10 minutos minha tentativa. Primeiro porque quando se corre descalço, se corre muito na ponta do pé, sobrecarregando tendão do calcanhar de aquiles e panturrilha. Então meu tendão direito, que já é um amigo constante nas corridas, berrou. Quando ele berra, berra feio e de forma impositiva – é como se dissesse: PARE!!! Parei mesmo.

Mas havia um outro motivo. Quando escrevi ali em cima “despretensiosamente” é porque simplesmente sai pra correr, sem pensar em planilha e no que tinha que fazer. Corri pra ver qual era a sensação do local. Então fica aquela voz na cabeça dizendo pra não abusar da sorte. Juntou uma coisa com a outra e não teve mais corrida na praia.

A segunda tentativa era mesmo formal e considero até bem sucedida. Foi ontem mesmo. No calçadão entre Meireles e Iracema, seguindo em parte os conselhos do meu amigo Rafael Pina. Em parte porque ele me disse pra correr ali, mas me disse pra ir cedo. Eu fui ali, mas fui tarde. Sai pra correr às 10 da manhã, com 31 graus no termômetro local. Tenho a mania de pensar sempre no mais duro e difícil, então, se era pra correr no Ceará, que fosse na pior condição. Fiz 40 minutos de trote leve, mais 5 de caminhada e considerei o treino realizado.

A corrida foi bem agradável. E aí entra uma contradição. O que deixou a corrida agradável foi justamente e surpreendentemente o vento. Ele tornou ameno o calorão que eu estava enfrentando. Só senti mesmo o calorão e o pesar do trotinho no sol depois que parei. Durante o trote o vento me ajudou, na ida e na volta, deixando um ambiente agradável pra corrida, fosse ele contra ou a favor. Só fui me sentir num forninho quando parei, na caminhada até o hotel. 

Outra sensação foi algo que não experimentava há algum tempo. Correr no desconhecido, olhando a paisagem e entrando em lugares que não estavam programados. Aquele sentimento meio Forrest Gump que todos nós corredores temos. Isso foi muito bom. Tem um trapiche lá em Iracema que vai 600 metros mar adentro. O vento fica ainda mais forte,
mas se eu morasse em Fortaleza faria muitos treinos de tiro ali mesmo.


Não, não houve corridinha nas Falésias. A foto é só pra ilustrar o passeio. Eu e minha filha Julia no colo.
Correr em outras cidades é um experiência sempre renovadora. Aliás é um dos objetivos dessa história mesmo. Viajar e correr em outros lugares é um barato. Experimente! 

abraços





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