domingo, 2 de fevereiro de 2014

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11 Km para 36

Certamente, quando viram este título, muitos dos meus amigos corredores, daqueles mais competitivos, correram pra ler o que seria isso. Não pode ser! Faraco correndo 11 km em 36 minutos? Tá voando o “deigraçado”!

Bem que eu queria, mas não é nada disso. Os 36 do título são 36 graus de calor na rua.
Foi o que fiz neste domingão – um treino de 11 kms num calor de 36ºC. E foi de propósito. Planejei fazer assim. Queria me testar nesse calorão. Testar minha resistência. E acho que passei no teste.

O final de semana foi planejado pra isso. No sábado tomei cuidados especiais com a hidratação porque queria estar bem no domingo pra suar bastante no calor infernal que estamos atravessando aqui em Floripa.
Neste ponto você deve estar se perguntando a razão de se expor a uma condição dessa. Eu explico. 

Sempre gostei de treinar no calorão. Nos grandes anos de 2007 e 2008 eu treinava sempre no horário entre meio-dia e 15h. Eu me sinto bem com o sol, com o calor. Tenho uma boa relação, uma boa troca. Isso varia muito de pessoa para pessoa. Parei de treinar neste horário por causa do Debate Diário, da CBN Diário – que passei a integrar como titular em 2009. O Debate é ao vivo e das 13h às 14h.

Mas voltando ao treino, saí de casa por volta de 12h30min e fui direto pela beira-mar do Estreito em direção a Coqueiros. Queria ir 5,5 kms e voltar 5,5 kms para totalizar os 11 que tinha que fazer. Levei meu cinto de hidratação, que tem 4 garrafinhas. Todas saíram de casa devidamente congeladas, mas no segundo km já estavam até morninhas.

Fui num ritmo leve, de trote. E fui monitorando os batimentos para sempre saber se houvesse alguma alteração importante. Os quatro primeiros kms foram bem tranquilos. Os batimentos tinham picos de 155 e o ritmo era constante em torno de 5min45seg por km. Mas o negócio estava esquentando.

A primeira parada técnica foi no km 5. Parei numa sombrinha para me dedicar à hidratação. Já vinha tomando água com pequenos goles desde o primeiro km, mas parei ali pra tomar um pouco mais. Segui em frente e acabei indo mais do que os 5,5km planejados. Fui uns 6kms direto. Mas aí veio a má notícia. A água das minhas garrafinhas acabou.

Corri mais dois kms assim até fazer uma nova parada. Desta vez parei num posto de combustíveis, ali em Coqueiros. Comprei uma Coca-cola e uma garrafinha de água. A coca-cola é um excelente repositor nestas horas. Aprendi isso com os treinos e o tempo de corrida. A garrafinha ficaria na mão para os 3kms que faltavam.

A Coca me renovou as forças. O pace já estava em 6min por km, mas a energia estava de volta. Terminei bem, finalizando já bem perto de casa, num treino bem planejado e seguro.

Treinar no sol tem muitos riscos. É preciso saber com o que se está lidando. É preciso planejar. Levei água e levei dinheiro pra qualquer emergência. Deu tudo certo. Monitorar os batimentos me dava também a segurança de que meu organismo estaria dentro daquilo que é normal. A gente conhece as reações com o tempo de treino.

Fiquei satisfeito com o resultado final. Percebi que estou bem de resistência. O termômetro de Coqueiros marcava 35 na ida e 36 na volta. E fugir do calor ultimamente está difícil mesmo, em qualquer horário. Estou pronto pra encarar.


Um abraço 





2 comentários:

  1. Pois é, Faraco. Em 2012 eu estava treinando prá correr no Atacama e o "melhor" horário para os treinos era por volta das 13hs quando o sol estava mais insano (ou eu?).
    Um dia, eu e a Vanesa estávamos no Paraguai e decidimos fazer um percurso do mesmo tamanho do que a gente iria enfrentar no Atacama, 23km. Saímos de uma cidade próxima de Assunção para outra chamada Caacupé as 10:30h. Naquela semana teve dia que o calor bateu 46 graus mas nesse dia não passou de 38, era um inverninho, no dia 2 de janeiro.
    Essa foi um dos treinos mais caninos, fizemos vários em dezembro e uma das coisas que aprendi e que foi a maior das lições desses treinos no calorão foi a necessidade de sal pro corpo não se desidratar tanto, Uma pitada de sal na língua depois de uns 5km de corrida diminue a transpiração em quase 50%, o cansaço diminui tb quase que imediatamente. Não precisa nem ingerir o sal, só o fato dele entar em contato com a língua já é suficiente pro cérebro entender a mensagem e aliviar a transpiração excessiva e que não pode ser somente abastecida com mais e mais água por causa da hiponatermia, outra encrenca de correr embaixo desse sol que a gente gosta de correr :) Outro teste que venho fazendo é de não se hidratar tanto e acostumar o corpo a correr com menos água. É questão de treino e cabeça. Na assessoria Ironmind os treinos não tem nem tenda nem água, então o negócio, no tempo que estive com eles, foi me acostumar a correr sem água. Funciona tb, tem que se acostumar e tb se hidratar melhor horas antes, de preferência, no meu caso, com água de côco.
    ]Cada vez a gente aprende um pouco mais :)
    Ah! Detalhe da prova do Atacama: a largada foi com 14 graus e na chegada estava 25... Foi muito sofrimento nos treinos e na prova foi a maior tranquilidade, só me ferrei por causa de cãibras no km20 e fui me arrastando até o fim. Mas cheguei :)
    Abração,
    Edú

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  2. Essa do sal eu aprendi na maratona de Curitiba, Edu. Via os outros corredores fazendo. Mas confesso que nunca fiz. A minha hidratação hoje foi bem cuidadosa porque estava um pouco receoso do que poderia ser. Valeu a participação. abraços

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