Conheci a Aline, minha esposa, dentro da academia. Ainda
entre o final de 2007 e o início de 2008. Eu estava machucado – tinha um
princípio de fratura na canela esquerda – e não podia correr. Me “internei” na
academia em aulas de bike do professor e colega Osni Frech Jr., que,
curiosamente, hoje me dá aulas de bike novamente.
| Corrida Pedra Branca, ano passado |
Fazia aulas três vezes por semana e ela também. Aline estava
começando a se envolver mais com o esporte para perder peso e ganhar qualidade
de vida. Nessa convivência diária ficamos amigos e comecei a arrastá-la para a
corrida também.
Dai para um relacionamento mais sério não demorou muito e
posso garantir que a corrida fez esse envolvimento bem mais fácil e sólido.
Aline diz que se inspirou em mim e nos textos que eu escrevia sobre corrida. Eu
posso dizer que muitas vezes ela é meu combustível, meu incentivo para correr.
De lá pra cá, casamos, temos filhos – Rodrigo e Julia, que,
se tivermos sorte, um dia seguirão nossos passos – e seguimos unidos pela
corrida. Estamos sempre planejando corridas juntos, apesar de não conseguirmos
mais treinar juntos. Fazemos revezamento de filhos e treinos. Nas corridas a
gente conta com o auxílio dos pais dela, os avós queridos da Julia e do
Rodrigo.
| Essa foto foi tirada na virada do ano de 2008 pra 2009, na orla em Salvador-BA |
Já fizemos algumas provas juntos, principalmente a São
Silvestre, que ajudou a nos unir. Aliás, a maior lembrança que tenho dela é
justamente nessa prova e em uma edição que ela não correu, mas foi como se
estivesse comigo. Foi em 2008, quando corri a São Silvestre pela primeira vez.
Ela comprou minhas passagens sem me avisar e depois praticamente me ordenou que
fosse. Depois da prova, que foi especial porque fiz muito bem e por ser a
primeira, fui ao encontro dela no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e
seguimos para Salvador, onde passamos a virada do ano.
| Essa foto registra nossa semana em Salvador, no início de 2009 |
A última corrida que fizemos juntos foi a Night Run Costão
do Santinho, no sábado passado. E quase todo dia ela me vem com uma história
que tem uma provinha aqui e outra ali que a gente poderia fazer – sempre sonhando
e planejando novas viagens. Neste mês já falou em fazer uma prova no Peru e
depois veio com outra história do México. No final, fazemos a maioria das provinhas
aqui em Floripa mesmo.
| Prova do sábado passado, Night Run Costão do Santinho |
Mas o que vale é estarmos juntos, seja em casa cuidando dos
filhos, seja nos treinos divididos e revezados, ou nas provinhas aqui ou ali.
Aline é minha equipe, minha equipe completa, na largada e na chegada.
Pra ela, um beijo - te amo, meu amor
Pra vocês, o de sempre
Um abraço


Muito legal essa história! Um dia eu arrasto minha noiva pra corrida também. Pros pedais, já consegui. Abraço, meu caro.
ResponderExcluirLindoooo!! Te amo demais!!!!!! Muitad corridas virão, esquecesse de mencionar a da Disney rsrs. Meu anjo da Guarda, meu principe encantado, meu amor!!!
ResponderExcluirBonita a historia.
ResponderExcluirEmocionante e corajosa manifestação, poucos são os que publicamente o fazem. Felicidades ao casal e filhos e vida longa nesta jornada terrena.
ResponderExcluirAbraço, Khau Koerich
Lindos, história e texto bem escrito. Abraços queridos.
ResponderExcluirlinda história! Parabéns ao Casal-corrida!
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